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Correntes de retorno causam a maioria dos afogamentos, alertam bombeiros

Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina reforça orientação aos banhistas e destaca que prevenção salva vidas

Publicada em 21/01/26 às 09:31h - 14 visualizações

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Correntes de retorno causam a maioria dos afogamentos, alertam bombeiros
 (Foto: FUMACA SUL)

Invisíveis à primeira vista e extremamente perigosas, as correntes de retorno continuam como o principal fator de risco para banhistas no litoral catarinense. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), a maioria dos afogamentos em água salgada está associada a esse fenômeno, que pode arrastar uma pessoa para longe da praia em poucos segundos. Na atual temporada, porém, o reforço da prevenção, da sinalização e da orientação direta ao público reduziu em mais de 40% os arrastamentos, evidenciando que a informação pode salvar vidas.

De acordo com os números da Operação Estação Verão, do dia 15 de dezembro até o dia 18 de janeiro, foram 1.289 arrastamentos por corrente de retorno, além de 42 afogamentos com recuperação em praias, totalizando 1.331 salvamentos. No mesmo período anterior, os números eram de 2.190 arrastamentos, 49 afogamentos com recuperação em praias e 6 milhões de prevenção. O resultado foi uma redução de aproximadamente 41% dos arrastamentos. 

O que são correntes de retorno

As correntes de retorno surgem quando a água que “bate na areia” encontra um caminho para voltar ao mar de forma concentrada. Ela funciona como um “corredor” que puxa a pessoa para fora da área rasa em poucos segundos. O perigo não é afundar, mas se cansar rapidamente ao tentar nadar contra essa força. 

Imagem: CBMSC

Como identificar o perigo

Em praias em que há presença de guarda-vidas, os locais com corrente de retorno são demarcados com bandeiras vermelhas e informam onde o banhista não deve entrar.

Para a major Natália Cauduro da Silva, subcomandante do Batalhão de Florianópolis, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o comportamento do banhista faz a diferença. 

“A quantidade de água que chega à praia é proporcional à que precisa retornar ao mar, portanto, quanto mais água vem das ondas e quanto maiores elas são, maior fica a corrente. É preciso que o banhista fique atento e, se perceber que está sendo puxado, acene por ajuda ao guarda-vidas e nade paralelamente à praia ou flutue até a ajuda chegar. Não gaste energia nadando contra a corrente, já que ela é mais forte que você”, orienta.

Crianças exigem cuidado redobrado

Ainda que os jovens de 24 e 25 anos sejam, em maioria, aqueles que tenham o maior número de casos, as crianças exigem muita atenção, já que até correntes pequenas conseguem arrastá-las. A major Natália recomenda que é fundamental que a criança esteja sempre no raso e, no máximo, a um braço de distância do adulto responsável. 

Como forma de ampliar a segurança, o CBMSC oferece também gratuitamente pulseiras de identificação infantil nos postos de guarda-vidas.

Números da Operação Estação Verão

Na última semana, entre os dias 13 e 19 de janeiro, foram 307 salvamentos e 1 milhão de ações preventivas das equipes de guarda-vidas civil e militar. Dos 307 salvamentos, seis foram afogamentos com recuperação e 301 arrastamentos pela corrente de retorno em que houve resgate. Foram registrados dois óbitos por afogamentos em regiões não guarnecidas. No comparativo com a semana anterior, os acidentes com água vivas aumentaram de 1.047 para 2.036 acidentes, enquanto os salvamentos também aumentaram de 232 para 307.

Confira os números completos da semana abaixo


Imagem: CBMSC

Via CBMSC | Imprensa




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