
Mais uma vez, o Criciúma conquistou três pontos, em função da cobrança de bola parada. DIante do Londrina, Willean Lepo marcou, de cabeça, após escanteio batido por Otero. O técnico Eduardo Baptista valoriza as jogadas oriundas de faltas ou escanteios e destaca o quanto elas são treinadas. “A verdade é que esse (bolas paradas) é um ponto que a gente tem trabalhado bastante. Hoje, o Criciúma é a equipe que mais faz gol de bola parada, dentro da competição. Depois de duas rodadas, a gente é o time que tem o maior número de gols de bola parada. Ano passado a gente foi líder e bem distante do segundo. Já era um ponto forte, pela qualidade, pela característica dos nossos jogadores. A gente tem o Otero que é especialista nisso, talvez, hoje, na Série B seja, senão, o melhor, entre os melhores de batedores. E a gente trabalha bastante isso. A Série B tem muito disso: bola parada. A gente potencializa isso, mas a gente busca também fazer gols de outras formas”, destaca.
Por outro lado, Baptista ressalta que essa não é apenas a única jogada apresentada pelo time carvoeiro. “Não pode achar que é só a bola parada. Temos que trabalhar a bola parada e trabalhar outros sistemas também. Fazer o gol de situações de bola jogada. Mas é um ponto importante (marcar em bolas paradas), e as equipes, pela maneira que eles vêm marcar a gente, se sentem incomodadas, porque eles vêm numa sequência de três, quatro jogos marcando de um jeito e, contra nós, eles tentam mudar. E a gente, a cada dia, há um estudo em cima das bolas paradas, tanto nossa como do adversário. E a gente tenta se ajustar e passar informações aos atletas, tanto visual como no campo, e trabalhar para que a gente possa potencializar isso, e em paralelo, a gente trabalhar, claro, que a bola entre sem ser da bola parada”, pontua o treinador.
Eduardo valoriza a vitória conquistada no Majestoso, que deixa o Criciúma próximo dos lideres da competição. “É difícil ganhar na Série B e a gente engata a segunda vitória consecutiva. É importante.. No primeiro tempo, a gente poderia ter um pouquinho mais de concentração, ter ampliado.No segundo tempo, acho que o jogo caiu como um todo. Tanto a equipe do Londrina como a do Criciúma. O calor, surpreendentemente, estava intenso. Parecia uma tarde de verão. E o jogo caiu um pouquinho o ritmo. A gente controlou o jogo.e tivemos o equilíbrio de levar a partida até o final para vencer”, diz.
O próximo desafio será contra o Ceará, na segunda-feira, dia 15, e o treinador já iniciou o apelo para que a torcida vá em maior número ao estádio Heriberto Hülse. “Essa sequência em casa, a gente tem que aproveitar. Hoje, sábado, onze horas da manhã, deu dez mil pessoas. O calor incrível que estava e o cidadão de Criciúma, eu sinto que fica incomodado com o calor. Todo mundo viu o estádio: ele se deslocava conforme andava a sombra. Ainda assim, o torcedor veio. A gente vai precisar deles no jogo contra o Ceará. Um dos dois times vão estar na Série A do ano que vem. Então é um jogo grande, importante, difícil e, aqui dentro, com o nosso torcedor, as coisas ficam um pouco mais facilitadas. Se deu 10 (mil) hoje, vamos fazer 12, 15 mil pessoas”, finaliza.