
O piloto do voo FZ1073 da FlyDubai descreveu ao g1 nesta sexta-feira, 2, como lutou pela própria vida e que “não podia deixar ninguém morrer” após ele ter sido esfaqueado por seu copiloto, que tentou derrubar o avião e matar todos a bordo.
O capitão indiano Smit Machchhar, que se recupera em um hospital de Abu Dhabi, disse ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi em uma chamada de vídeo que sabia que precisava voltar a ficar de pé para salvar os passageiros. A conversa foi transmitida na TV indiana. A entrevista foi traduzida e publicada pelo g1 nesta sexta-feira.
“Eu tinha muitos ferimentos. Eu tinha caído. (…) Eu estava lutando pela minha vida. Em determinado momento, percebi que, se não me levantasse os passageiros perderiam a vida”, disse Machchhar.
No depoimento a Modi, Machchhar apareceu com a cabeça enfaixada e tubos no nariz e se emocionou ao relembrar o ataque.
“Quando estava deitado no chão, conseguia sentir que a aeronave estava despencando e disse a mim mesmo, enquanto estava sendo espancado: ‘Esse é o último esforço, Smit. Faça isso, a porta está logo ali’. De alguma forma, consegui abrir a porta e todos entraram. (…) Eu estava tentando salvar a mim mesmo, mas também sabia que não podia deixar ninguém morrer”, afirmou Machchhar.
Machchhar, que é natural de Mumbai, ficou gravemente ferido no ataque de quarta-feira, mas conseguiu destrancar a porta da cabine de comando, o que permitiu que passageiros entrassem no cockpit (cabine de comando) e contivessem o copiloto. Ao mesmo tempo, dois outros pilotos da FlyDubai estabilizaram o Boeing 737, que fazia uma descida acentuada,