
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Balneário Rincão completa quatro anos
nesta quarta-feira (13/05), e o presente para as voluntárias veio mais cedo, com a
licitação do terreno para a construção da nova sede, batizada como “casa que
acolhe, mãe Maria”. O terreno com 600 m2 já teve sua concessão.
A cessão do terreno veio no ano passado. Com a parceria da administração
municipal, as voluntárias da Rede Feminina conversaram com o deputado Julio
Garcia (PSD), que se comprometeu em dar a casa. “A gente está no aguardo, agora
estamos bem mais próximos, com a licitação já concretizada”, disse a presidente,
Vandete Maria Fernandes.
Após a conclusão da licitação, a expectativa agora é pela liberação do recurso
estadual para que a ordem de serviço seja assinada e as obras da primeira etapa
possam começar. “Então a prefeitura disponibilizou um terreno, e elas conquistaram,
por intermédio do deputado Júlio Garcia, R$ 1,2 milhão”, explica o gestor municipal
de convênios e contratos da prefeitura de Balneário Rincão, Cristiano Cancelier.
O projeto foi fracionado em duas etapas, cada uma no valor de R$ 600 mil. “Foi
enviada no dia 22 de abril toda a documentação para o Estado, pós-licitatório, e
agora o estado vai analisar essa documentação. Normalmente eles têm três datas
de pagamento nas últimas semanas do mês, então a gente está na expectativa de
receber esse recurso para poder dar a ordem de serviço e começar a realização da
primeira etapa e, logo depois, a segunda com o projeto finalizado”, conclui Cristiano.
A nova casa terá 300 m2 de área construída. O projeto é de uma casa baixa, sem
escadas, para ter acessibilidade para todas. A recepção será maior e mais
confortável, pois o brechó, diferentemente da casa atual, ficará separado, com um
local próprio para as roupas ficarem expostas. As salas de atendimento também
passarão por mudanças no tamanho e na quantidade, totalizando quatro espaços.
Mãos que se entrelaçam
A nova entidade será um local propício para a rede feminina, construído
especialmente para elas. “Hoje a gente deixou de pegar alguns profissionais que
queriam vir fazer trabalho voluntário na rede, por falta de espaço, infelizmente não
deu. Então, com esse novo local, vai ser bem melhor para os atendimentos”, explica
a presidente.
Para ela, a trajetória da Rede Feminina é marcada pela união e pelo apoio da
comunidade. Vandete destaca que o crescimento da entidade ao longo dos quatro
anos só foi possível graças às voluntárias, parceiros, madrinhas, comércio e
empresas que contribuíram com a causa desde o início. “Então são realmente redes
de mãos que se entrelaçam em função de um bem maior. Só tenho mesmo a
agradecer às voluntárias, à nossa diretoria, ao conselho fiscal, que a gente está
sempre juntas”, finaliza a presidente.